Algumas mudanças de hábito podem influenciar positivamente no ciclo, mas não dispensam a visita ao ginecologista

Para muitas mulheres, o período menstrual pode ser bastante desconfortável e irregular. Além dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), há cólicas, insônia, aumento ou perda do apetite, e nem sempre isso ocorre mensalmente.

Durante a adolescência, em especial no primeiro ano após a primeira menstruação, é natural que o ciclo fique irregular, uma vez que o organismo ainda está aprendendo a lidar com a novidade.

Causas da irregularidade

Ao longo da vida, o normal é que o ciclo menstrual se regularize e comece a ocorrer sempre com a mesma frequência, que pode variar de 25 a 35 dias. No entanto, algumas condições podem influenciar nessa regularidade.

É o caso de doenças como a endometriose, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e as disfunções da tireoide, além de outras causas, como obesidade e desnutrição.

Estresse, má alimentação, sono desregulado e excesso de atividade física também podem fazer a menstruação atrasar ou mesmo não vir. Por isso, a consulta médica para identificar a causa da irregularidade é tão importante.

Calendário menstrual

Uma das formas de regular o ciclo é conhecê-lo. O ginecologista provavelmente vai solicitar que a paciente anote os dias em que a menstruação iniciou. Após três meses de anotações, é possível traçar um perfil do ciclo menstrual.

O calendário menstrual ajuda a identificar se o ciclo é curto, com menos de 28 dias entre um período e outro, normal, em média, 28 dias entre as menstruações, ou longo, até 35 dias. Esse recurso também auxilia a determinar o período fértil, que é quando a mulher está ovulando, mas não deve ser usado como método contraceptivo.

Ao saber qual é o tipo de ciclo, muitas mulheres acabam descobrindo que, na verdade, a menstruação não está atrasada, apenas têm um período menstrual mais longo. Por isso, informar-se acaba sendo tão importante!

Uso de medicamentos

Se o ginecologista detectar algum problema de saúde, ele pode prescrever o uso de medicamentos para regular o ciclo menstrual. Geralmente, a pílula anticoncepcional é o produto mais indicado, mas não deve ser tomado aleatoriamente.

Apenas o médico pode indicar qual é a melhor marca e tipo de pílula para cada paciente, uma vez que há diferenças em dosagem e combinação hormonal nesses produtos.

Mudança do estilo de vida

Às vezes, a menstruação atrasa por conta dos hábitos que a mulher tem no dia a dia. Então, vale a pena tentar rever a rotina para tentar regular o ciclo menstrual e trazer benefícios para a saúde como um todo.

Um dos primeiros passos é tentar dormir melhor. Adormecer em horário regular e ter oito horas de sono por noite pode fazer a diferença na menstruação e na qualidade de vida. Nem sempre é fácil, mas se tiver dificuldades, vale a pena procurar ajuda para tratar a questão.

Seguir uma dieta equilibrada, com mais frutas, verduras e grãos integrais, e menos sal, gordura e açúcar, também ajuda a ganhar saúde e regularizar a produção hormonal. É importante destacar que nada deve ser banido do cardápio, apenas balanceado.

Também é importante lembrar que o excesso de carboidratos, por exemplo, aumenta a acidez vaginal, colaborando para o desequilíbrio e o aparecimento de problemas como a candidíase. Seguir uma dieta balanceada ajuda a regularizar o ciclo, prevenir o desequilíbrio da flora vaginal e até aliviar os sintomas da TPM.

Exercícios físicos são importantes, mas se forem feitos de forma extrema, acabam prejudicando o organismo. Muitas atletas de ponta, com baixíssima porcentagem de gordura no corpo, por exemplo, acabam deixando de menstruar. Isso não é legal para o organismo. De novo, o equilíbrio é a chave para a boa saúde.

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