Embora a COVID-19 seja a maior preocupação no momento, existem outras enfermidades que merecem a nossa atenção.

A pandemia do novo coronavírus fez com que muitas pessoas redobrassem os cuidados com a higiene e buscassem, além de isolamento social, formas de manter os seus entes queridos igualmente protegidos. A crise global escancarou a certeza de que pensar na saúde é fundamental.

Embora a COVID-19 seja a situação mais complexa do momento — afinal, a doença já vitimou milhares de pessoas, infelizmente — o Brasil convive com uma série de outras enfermidades.

Abaixo, traremos dados sobre doenças que têm, assim como o novo coronavírus, afetado a população brasileira de forma significativa. Confira.

Além da COVID-19

O número de casos de dengue é preocupante: de acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, com informações até o dia 4 de abril, tivemos 525.381 casos prováveis de dengue no Brasil, além de 181 mortes.

Em 2019, na mesma época do ano, o boletim registrava 273.193 diagnósticos, com 80 óbitos. Se compararmos os números, tivemos um aumento de 129% nas infecções e mais de 200% de acréscimo no número de óbitos. No mesmo período, foram registrados 15.051 casos de chikungunya, com 3 mortos, e 2.054 de zika.

O grande número de casos de dengue, no momento, é preocupante por uma razão específica: no início, a COVID-19 e a dengue têm sintomas parecidos, como tosse, febre e dor no corpo. A depender da severidade das manifestações, pode ser mais difícil encontrar um diagnóstico sem que sejam feitos diversos exames.

Em situações normais, submeter o paciente a múltiplos procedimentos de confirmação seria o esperado. Infelizmente, com a diminuição dos leitos de hospital, o corpo médico tem solicitado às pessoas que permaneçam em casa, a menos que manifestem sintomas fortes de COVID-19 ou de enfermidades igualmente severas.

A maior incidência de casos de dengue é na região Centro-Oeste, seguida por Sul, Norte e Nordeste. Os estados mais afetados são: Acre, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás.

Tuberculose

Segundo informações cadastradas no final de março, no site oficial do Ministério da Saúde, o Brasil reduziu em 8% o número de mortes por tuberculose nos últimos dez anos. Ainda assim, o país ainda registra 200 novos casos por dia.

No boletim epidemiológico oficial, a informação é de que, no mundo, só em 2018, cerca de 10 milhões de pessoas pegaram a doença, sendo que 1,5 milhão chegou a óbito.

A tuberculose afeta desproporcionalmente pessoas do sexo masculino, adultos jovens e em países de baixa renda. Assim, é uma doença associada a fatores socioeconômicos.

Além de tudo, a doença é o fator principal do óbito dos indivíduos que vivem com o HIV: ela causa, pelo menos, um em cada três falecimentos relacionados à AIDS.

HIV

O último boletim epidemiológico de HIV, criado pelo Ministério da Saúde, é de dezembro de 2019. Apesar disso, é possível ter uma ideia de como a doença tem afetado parte da população brasileira.

Em 2018, foram diagnosticados 43.941 novos casos de HIV, além de 37.161 de AIDS, com uma taxa de detecção de 17,8/100.000 habitantes. De 1980 até junho de 2019, foram registrados 966.058 casos de AIDS.

A taxa de detecção diminuiu desde o ano de 2012, mas isso não significa que os dados são animadores. Em 2018, foram registrados 10.980 casos de AIDS, com taxa de mortalidade de 4,4/100.000 habitantes.

Para a UNAIDS, organização voltada para a prevenção da infecção do HIV e a defesa dos direitos dos soropositivos, as pessoas que vivem com HIV estão no grupo de risco — sejam elas idosas, cardíacas ou com problemas pulmonares — sendo mais suscetíveis ao desenvolvimento de quadros severos de COVID-19 .

É preciso que os portadores da doença também estejam com a terapia retroviral em dia. Desta forma, estarão mais fortalecidos para lidar com diversas enfermidades.

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