Portos do Brasil

Com investimentos aproximados na ordem de R$ 105 milhões pelo Governo do Estado via Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE), as obras da primeira etapa dos novos acessos aquaviários (Bacia de Evolução) do Complexo Portuário de Itajaí “seguem a todo o vapor”.

Da banquinha de venda de bolo e café na praça de São José de Ribamar, a autônoma Lucidalva dos Remédios Cabral decidiu evoluir para um restaurante na orla da cidade balneária. Há três meses...

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) aprovou, no final de janeiro, a ampliação do calado do berço 217 da TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá.

Em mais uma iniciativa de modernização da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), os Portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus passam a contar com três pick-ups cabine dupla, à disposição da Guarda Portuária.

 (*) publicado originalmente no site www.segurancaportuariaemfoco.com.br por Carlos Carvalhal

Um grupo de pescadores, marisqueiras e quilombolas da Ilha de Maré, em Salvador, ocupou na manhã da última terça-feira (14), a sede da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em protesto a contaminação química causada pelo Porto de Aratu.

Apesar de contar com apenas um guarda no local, a Guarda Portuária conseguiu conter os manifestantes no saguão da recepção do prédio administrativo. Eles chegaram em um ônibus com cerca de 40 pessoas por volta das 7h45. Com o passar do tempo a quantidade de manifestantes foi aumentando, chegando a ter um número estimado de aproximadamente 80 pessoas.

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Em virtude da ocupação da sede da Codeba, a Comissão Estadual da Segurança Pública dos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos-BA) elevou o Nível de Segurança do Porto para o "Nível 2" e a Polícia Federal foi acionada para tentar controlar a situação. Duas viaturas chegaram ao local e a lancha da PF ficou no costado. A Marinha também ficou de prontidão, caso os manifestantes tentassem acessar à área restrita.

A Guarda Portuária também aumentou o efetivo no local, chegando inclusive, devido ao baixo efetivo, a convocar guardas portuários de folga para reforçar a segurança. Uma viatura ficou posicionada na área do cais.

Reivindicações
Segundo Eliete Paraguassu, coordenadora do Movimento de Pescadores e Pescadoras (MPP), o grupo decidiu ocupar a sede após Pedro Dantas, presidente da Codeba, se negar a recebê-los para conversar.

O movimento reivindicava a adoção de políticas públicas de saúde na Ilha de Maré, cumprimento das leis nacionais do meio ambiente, publicidade sobre a natureza e quantidade dos produtos químicos que transitam no Porto de Aratu.

"Tem acontecido grandes derramamentos de óleo e essa contaminação está afetando a saúde da população e do pescado. A gente sobrevive da pesca e isso está diminuindo a qualidade de vida da nossa população", reclamou Eliete Paraguassu, coordenadora do movimento.

Algumas das reivindicações envolviam situações referentes a alguns terminais privativos e não da Codeba.

Por volta das 16h30, os manifestantes decidiram que fariam uma nova reunião depois do Carnaval com alguns órgãos estaduais juntamente com a Codeba, evacuando todo o local às 19 horas.

(*) Carlos Carvalhal é Especialista em Segurança Portuária, PFSO, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, articulista da Revista Segurança e Cia, Parecerista da Revista Brasileira de Segurança Pública.