Paula González Acosta, Gerente de Vendas da Slotegrator, afirma que liberação de jogos no Brasil poderia render R$ 2,4 bilhões em ganhos brutos até 2024

Uma das maiores autoridades quando o assunto é legalização de apostas na América Latina, Paula González Acosta, atual gerente de vendas da Slotegrator, afirma que o mercado brasileiro precisa de uma rápida regularização para aproveitar o interesse manifestado por empresas do mundo inteiro em atuar no país.

A ideia, segundo a especialista, é que o Brasil possa aproveitar o potencial da região como um todo e surfar uma onda positiva. Dentro de uma estrutura regulatória e tributária adequada, um mercado de jogo licenciado poderia equivaler a R$ 2,4 bilhões em ganhos brutos até 2024 para os cofres brasileiros.

"A América Latina é uma região com grande potencial. Parte desse rápido crescimento na América Latina foi impulsionado por saltos na tecnologia, com os jogos móveis se tornando uma realidade cada vez maior e cada vez mais acessível. Em segundo lugar, devido à pandemia, as apostas online cresceram e a concorrência no mercado aumentou da mesma forma. A H2 Gambling Capital prevê que as receitas globais de iGaming vão subir acima de US$ 117 bilhões em cinco anos", disse a especialista ao site Gamebras.

Sites como allvideoslots tem sido alvo de procura em meio à pandemia. No Brasil, entretanto, o marco regulatório ainda não está totalmente estabelecido. De acordo com a especialista, o Brasil pode se mirar em outros países da região, como Colômbia e Argentina. "A Argentina é o quarto maior país da América Latina, com quase 45 milhões e a segunda maior economia. Os jogos de azar são regulamentados em cada província e as operadoras só podem oferecer seus serviços aos residentes de sua província. Os jogos online do país e o setor de apostas irão gerar US$ 2,4 bilhões em receitas anuais", explicou.

keenan-constance-VTLcvV6UVaI-unsplash (1).jpg

Mas o melhor modelo está na Colômbia, segundo a especialista. "A Colômbia se tornou o primeiro país da América Latina a regulamentar os jogos de azar online em 2016, e o mercado de jogos e apostas tem crescido continuamente desde o início do licenciamento em 2017. As contribuições de jogos e apostas para o tesouro nacional aumentaram para US$ 19,6 milhões em 2019, um aumento de 106% em relação ao ano anterior", salientou.

Quando o assunto é o Brasil, González acredita que o país precisa discutir as leis que faltam para que apostadores e empresas do setor se sintam confortáveis para atuar no mercado. Em contrapartida, o governo federal poderá arrecadar com tributação e gerar novas empresas, em meio à crise econômica que assola o país e que não deve diminuir nos próximos meses.

"Não há regulamentação de jogos de azar no Brasil, mas todo o mercado está esperando por isso. Assim que entrarem em vigor, o Brasil terá o maior mercado de apostas esportivas online e terrestres do continente. Com uma população de mais de 200 milhões (cerca de 63% dos quais têm acesso à tecnologia móvel) e uma paixão nacional por esportes - especialmente futebol - o Brasil é um sonho tornado realidade para as operadoras de apostas esportivas que desejam se expandir para a América do Sul", afirmou a especialista.

Ela pede maior clareza do setor, inclusive neste momento, em que as leis e projetos em discussão se avolumam no Congresso Nacional. Há Projeto de Lei em debate na Câmara dos Deputados e também no Senado, mas nenhuma proposta foi levada ao plenário. "No Brasil ainda não está claro com qual tipo de sistema eles trabalharão; especialistas de mercado recomendam a estrutura de licenciamento aberta. A cidade de Buenos Aires, por exemplo, já possui um sistema de concessão e licitou todas as sete licenças. A regulamentação deve levar em consideração o estado atual do país e qual modelo é o mais viável para atrair investidores estrangeiros e apoiar a economia, analisou.

Outro problema é que falta um órgão regulador, analisa González. "No Brasil, ainda não existe um órgão regulador. Hoje, o órgão nomeado são os assessores jurídicos do Ministério da Economia; no entanto, não há um definido. No Peru, a responsabilidade do setor está nas mãos da Direção Geral de Jogos de Cassino e Caça-Níqueis. É necessário investir nesse tipo de aspecto, para dar mais segurança", afirma.

Pin It
0
0
0
s2sdefault
powered by social2s

*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.

O que você achou? Comente