publicado originalmente no portal Terra

Com o cimento da calçada ainda fresco, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, fez na manhã deste domingo, dia 20, a abertura da Via Binária do Porto, que promete ser a alternativa da cidade à derrubada do Viaduto da Perimetral que liga o Centro da cidade ao início da Avenida Brasil. "É um reencontro da cidade com sua história. Um lado que os cariocas vão descobrir, como a ponte dos suspiros, no Moinho Fluminense, uma igreja do século 17 e muito mais", afirmou ao dizer que é preciso mexer na estrutura viária do centro da cidade. "Pior do que está não pode ficar. Vamos viver um período de transição, sim, mas para termos uma solução definitiva", completou.

Mesmo com a abertura dos 3,5 quilômetros da via, ainda não há data para o fechamento da Perimetral. O fechamento estava previsto para esta semana, mas o Ministério Público pediu mais garantias. De acordo com o secretário de transportes, Carlos Roberto Osório, a prefeitura vai informar ao MP tudo o que for necessário. "Mas é certo que a Perimetral vai ser derrubada este ano", declarou Paes ao chamar o viaduto de "monstrengo".

Foto: Marcus Vinicius Pinto/Terra

Via Binário é paralela à importante Av. Rodrigues Alves

Na estrutura total dessa nova Via Binária ainda serão inaugurados dois túneis: um vai ser aberto no primeiro semestre de 2014 e outro, apenas em 2015. "O que peço é que as pessoas usem transporte público. Cidade com carro não dá mais", disse o prefeito. No meio da Via Binária já está preparado o terreno por onde vai passar o VLT, Veículo Leve sobre Trilhos, que vai ligar a Praça Mauá à região da rodoviária.

​Eduardo Paes fez questão de destacar várias vezes que os R$ 4 bilhões gastos na obra são frutos da "maior parceria Público-Privada do País", mas segue sem saber o que foi feito de seis vigas que foram já retiradas da Perimetral e sumiram do depósito. "Isso ainda segue sob investigação, mas certamente a prefeitura vai ser ressarcida", disse. No fim, o prefeito criticou quem fica dando parecer de dentro de gabinete. "Vamos deixar as cassandras e os urubus nervosinhos, porque a cidade está acontecendo".