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Quarta, 13 Fevereiro 2013 13:05

Brasileiros, argentino e africano estão entre cotados para ser o novo papa

publicado originalmente no site da CartaCapital

Como ocorreu em 2005, há muitas especulações a respeito da possibilidade de o novo papa, após a renúncia de Bento XVI, ser de um país em desenvolvimento. São nestas nações que residem a maior parte dos católicos.

Dos cinco brasileiros que participam da votação, dois nomes são cotados: João Braz de Aviz, ex-arcebispo de Brasília e atualmente prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, e dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, a maior diocese brasileira. Dom Odilo é conhecido por dar ênfase ao trabalho de evangelização da Igreja e por tender a posições menos conservadoras que as de Ratzinger.

Assim como dom João de Aviz, dom Odilo tem um trabalho ligado às populações pobres, uma característica do catolicismo no Brasil, que pode se tornar um trunfo na eleição caso os cardeais queiram realizar esta guinada na atuação do Vaticano.

Outros latinos cujos nomes são cotados são o argentino Leonardo Sandri, prefeito da Congregação das Igrejas Orientais, e o arcebispo de Tegucigalpa, o hondurenho Oscar Maradiagua. Maradiagua, de apenas 61 anos, é comparado a João Paulo II por conta de seu carisma, mas pode ser uma opção muito “à esquerda” para o Vaticano.

Entre os cardeais africanos o principal nome é o de Peter Turkson, de Gana, prefeito do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz. Adorado em seu país e entre os católicos do oeste da África, Turkson é descrito com muitas palavras elogiosas pelos colegas. No ano passado, entretanto, Turkson se envolveu em uma grande polêmica ao exibir para um grupo de bispos um vídeo do Youtube com previsões estatisticamente duvidosas a respeito da “islamização da Europa”.